Teoria da Mãe Morta

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A “mãe morta” é uma mãe que está viva, mas se encontra em um processo depressivo causado por situações diversas e que interfere diretamente em sua relação com o filho*.

Quando a mãe depressiva é vista pelo filho, sua imagem deixará traumas, já que a tarefa da maternidade se torna difícil e faz com que a mãe sinta culpada, desamparada ou assustada. Para o filho é um processo onde ele tem que conviver não com a morte real da mãe, mas com a imagem depressiva que a criança enxerga.

A mãe morta é a mãe que não morreu, porem passou por dolorosas situações que a deixou em depressão. Existem vários motivos como o luto por perder uma pessoa importante, brigas no relacionamento, a separação entre outras.

Apesar de viva, o filho lida com a perda de sua mãe. A ausência da figura materna por um luto pessoal acaba se transformando em um luto para ambos e dessa forma o filho também vive a depressão. Quando a mãe esta envolvida pela tristeza se ausenta, e inconscientemente não tem a dedicação pedida pela criança pois se voltou apenas para sua dor.

A criança não sente a falta necessariamente da mãe, mas de seu amor, sua dedicação e sua atenção. Ou seja, o filho vê a imagem de sua mãe sem vida, triste e ausente, logo se transformará em uma depressão infantil. O importante não é a perda em si, mas o tipo de ligação da criança com o que foi perdido e o significado que ela dá a essa perda.

Na teoria da “mãe morta” é possível ver a relação psíquica da mãe com o filho e sua importância no desenvolvimento emocional na sua ausência em seu principal papel, que apesar de estar viva, não está sendo necessariamente mãe.

*Fonte: revista Psicanálise, nº03